JOGADOR VIRGEM, FUTEBOL ESTÉRIL

JOGADOR VIRGEM, FUTEBOL ESTÉRIL

O futebol é o mais sexual dos esportes. Basta observarmos com mais atenção para percebermos que tudo por lá é fálico, e que existem mil paralelos entre sexo e o esporte bretão. É um tal de embaixo dos paus, entrou com bola e tudo, pegou por trás, meteu a cabeça, que fica difícil não imaginar besteira. Há quem enxergue sexo em tudo em uma partida de futebol, criando paralelos loucos entre um jogo e o ato sexual, onde cada explosão de gol representa o regozijo de um gozo. Talvez por isso, após uma partida freneticamente disputada exista aquela calmaria, onde para muitos um belo cigarrinho cairia mais do que bem.

Como decorrência disso, desde sempre as histórias que misturam sexo e futebol são verdadeiros best-sellers no imaginário do torcedor. Fugas de concentração, meias entre jogadores (e aqui não me refiro aos jogadores da meia), mulheres escondidas em ônibus de delegações e jogadores que “passam o cerol” na mulherada na noite local são apenas alguns exemplos de histórias recorrentes do mundo da bola.

Por isso mesmo, um jogador se assumindo virgem é algo que deve ser absorvido com muita calma. Isso pode ser um sinal dos tempos. O fim de uma longa linhagem de jogadores pegadores que destruíam dentro e fora de campo. Gente como Heleno de Freitas, Garrincha, Caju, Romário, Renato Gaúcho, que agora tem sua continuidade abalada pelo chorão David Luiz. Acho que o Mané deve estar agora mesmo se revirando na tumba e perguntando por que diabos alguém que é virgem espalharia essa notícia. Se perguntando qual a razão de alguém que está disposto a só fazer sexo após o casamento esperar até 28 anos para se casar. Acho que no fundo ele gostaria de dizer para o nosso zagueiro: A vida é curta, meu filho, em seu lugar iria visitar mais as comadres, porque um pouco de picardia ajuda muito dentro de campo.

A verdade é que sou um saudosista contumaz. Sinto falta do futebol da inventividade e do improviso que tanto nos orgulhou. Sinto muitas saudades dos tempos em que íamos à Europa buscar a Copa do Mundo e, de lambuja, deixávamos por lá alguns mulatinhos de olhos claros.

Perdoem o texto rápido, mas é bem natural quando falamos de abstinência.

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