Bola murcha e cama cheia

Bola murcha e cama cheia

Tom Brady trapaceou, ganhou e não foi punido. Quatro jogos de suspensão, uma multa de R$ 3 milhões (US$ 1 milhão) e perda de escolhas de draft do futebol-americano são besteira perto do impacto que um SuperBowl tem.

Para quem não se lembra do que eu estou falando, Tom Brady é casado com Gisele Büdnchen e joga no New England Patriots, time que manda os jogos em Boston, no Gillette Stadium, estádio construído ao lado do antigo Foxboro Stadium, local do último gol do Maradona em Copas do Mundo, naquele 4 a 0 sobre a Grécia, em 94.

Em janeiro deste ano, 11 das 12 bolas ovais usadas na final da Conferência Americana (AFC) estavam mais murchas do que a legislação permite, com isso, o mandante, Patriots, se beneficiou e venceu o Indianapolis Colts por 47 a 7. Depois, bateu também o Seattle Seahawks e foi campeão da NFL.

Agora, brandamente punido, o quarterback ganhou fama de coitado e um sem número de manifestações de apoio. A associação de jogadores da NFL (NFLPA) entrou com recurso, o dono dos Patriots reclamou da “pesada” punição, grupos se organizaram em fóruns de internet e começaram a comprar cada vez mais camisas com o nome do jogador. Segundo a ‘Fanatics’, empresa líder do mercado varejista nos Estados Unidos, as vendas das camisas número 12 dos Patriots aumentaram em 100% desde que a punição foi confirmada.

Embora não seja a primeira vez que os Pats foram apanhados trapaceando, a perda do título era a única forma de punição realmente danosa após o Deflategate, como o escândalo ficou conhecido nos EUA. A alternativa seria o banimento do bonitão por uma temporada, hipótese afastada em razão do impacto negativo nas audiências da NFL ao redor do mundo, uma vez que se trata do mais famoso nome do outro futebol. Preferiram deixar como está. Agora, a liga tem outro pesadelo para seu departamento de marketing e relações públicas para lidar. Pelo menos o Tom ainda consegue ir para casa e dormir de conchinha com a Gisele .

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