O HOMEM QUE DECIDIU PARAR

O HOMEM QUE DECIDIU PARAR

Era a quarta vez, em menos de quarenta e dois minutos, que ele cruzava a linha do gol para apanhar a bola nos fundos das redes. Na primeira, logo aos oito, depois de pegá-la com tanta raiva que suas unhas quase ficaram cravadas na indefesa e indefensável bola,...
O HOMEM QUE CONTAVA OS SEGUNDOS

O HOMEM QUE CONTAVA OS SEGUNDOS

Preso entre os dentes do juiz, o apito metálico tremia covardemente ao tentar se equilibrar no precipício labial em que se encontrava. A iminência do apito inicial parecia atrasar o próprio tempo. Lentamente, o punho esquerdo do árbitro se levantou, cerrado, e o...
UMA SELEÇÃO PREDESTINADA

UMA SELEÇÃO PREDESTINADA

Texto escrito em tabelinha com meu pai, Oswaldo Luiz Mariano.   Não há questão humana que não possa ser debatida em um campo de futebol. A superfície de grama ou terra, de cimento ou asfalto, engana quem enxerga o jogo com ingenuidade; ela guarda as profundidades...
O HOMEM QUE VOLTOU

O HOMEM QUE VOLTOU

“Voltar quase sempre é partir para um novo lugar” Paulinho da viola Haveria de voltar, sempre soube que sim. Em sua última partida pelo clube, uma memorável virada em cima do América, despediu-se com uma garantia: haveria de voltar. Hoje, diante dos...